ATUALIZAÇÃO SOBRE O PAPEL DA DIETA CETOGÊNICA NO CONTROLE DA EPILEPSIA REFRATÁRIA AO TRATAMENTO

UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • Lurian Nathalia Fritsch dos Reis FAG
  • Clarissa Vasconcelos de Oliveira

Palavras-chave:

Dieta Cetogênica. Epilepsia Refratária a Medicamentos. Epilepsia.

Resumo

A epilepsia refratária, caracterizada pela persistência das crises convulsivas mediante a otimização do tratamento farmacológico, afeta aproximadamente 30% dos pacientes com epilepsia. A dieta cetogênica (DC), rica em lipídios e pobre em carboidratos, tem se destacado como alternativa terapêutica promissora em situações de refratariedade, especialmente em crianças, por induzir cetose e reduzir a excitabilidade neuronal. Assim, esta revisão sistemática, baseada no protocolo PRISMA, investigou estudos publicados entre 2019 e 2025, selecionando 9 artigos que abordaram a eficácia da DC no controle de crises epilépticas. Evidências apontam para uma redução significativa da frequência de crises, com até 50% dos pacientes apresentando melhora clínica, especialmente os pediátricos. Em adultos, os resultados também foram positivos, embora menos consistentes. A adesão à dieta, no entanto, é um desafio, influenciada por fatores como a palatabilidade e os efeitos adversos, que incluem distúrbios gastrointestinais e alterações no perfil lipídico. Apesar dos benefícios observados, há lacunas quanto à segurança a longo prazo, adesão e impacto no crescimento infantil. Assim, recomenda-se o monitoramento contínuo durante o tratamento e a realização de novos estudos clínicos randomizados para consolidar as evidências. A DC se mostra uma alternativa viável para pacientes com epilepsia refratária, sobretudo aqueles que não são candidatos à cirurgia, mas requer personalização, suporte multidisciplinar e mais investigação científica.

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Publicado

2026-08-20