A IMPORTÂNCIA DO RASTREAMENTO DE CÂNCER DE MAMA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA E O IMPACTO DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

Autores

  • vitória becker mantovani centro universitário fundação assis gurgacz
  • Maria Eduarda Bertol Davila Pereira centro universitário assis gurgacz
  • Bianca Michelin Smaniotto
  • Rubens Griep

Palavras-chave:

Câncer de mama, Rastreamento, Diagnóstico precoce, Atenção primária à saúde

Resumo

Este estudo analisou a produção de mamografias no Sistema Único de Saúde (SUS) no período de 2014 a 2024, com o objetivo de avaliar o impacto do rastreamento mamográfico na Atenção Primária à Saúde sobre o diagnóstico do câncer de mama. Foram utilizados dados secundários do Sistema de Informação de Câncer (SISCAN) e publicações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), considerando variáveis como número de exames, categorias BI-RADS, estágios de diagnóstico e distribuição regional. Observou-se crescimento constante do número de mamografias até 2019, redução acentuada em 2020 devido à pandemia de COVID-19 e retomada progressiva a partir de 2021, atingindo em 2024 o maior volume da série histórica. Após o período de queda, verificou-se aumento das categorias BI-RADS 4, 5 e 6 e maior frequência de diagnósticos nos estágios III e IV, indicando possível atraso na detecção. As regiões Sudeste e Sul concentraram o maior número de exames, enquanto o Norte apresentou a menor realização. Conclui-se que, além de expandir o acesso ao exame, é essencial seguir as diretrizes de rastreamento, priorizar a faixa etária de 50 a 69 anos, garantir qualidade diagnóstica e o início rápido do tratamento, reforçando o papel da Atenção Primária no controle do câncer de mama.

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Publicado

2026-08-20